“A disputa entre Wilma e Garibaldi, essa polarização, foi do século passado. Natal precisa olhar adiante. Não dá para ficar terceirizando a disputa entre Wilma e Garibaldi, como se eleição fosse disputada entre os dois. Uma coisa é serem as grandes lideranças, outra coisa é a eleição ser terceirizada. Essa disputa começou em 85, quando teve a primeira eleição direta para prefeito. Natal não pode ficar condenada a essas duas figuras, Natal requer modernização”, afirma Fernando Mineiro.
Segundo Fernando Mineiro, Garibaldi e Wilma tentarão “polarizar” a eleição entre eles. “É uma tentativa de polarizar o debate entre os dois que vem desde 1985. Há uma polarização artificial, um bate-boca e o debate sobre a questão da cidade e os desafios não são colocados em pauta. Então, meu caminho é outro. Enquanto ficam batendo boca eu quero é discutir a cidade”, observou.
Na visão do candidato do PT, o momento é propício para a discussão de temas como crise dos serviços da cidade, apagão administrativo, o tsunami gerencial, soluções e propostas para problemas como o calçadão de Ponta Negra e o caos na saúde. “Ambos – Wilma e Garibaldi – foram prefeitos, ambos participaram de gestões conjuntas. Na gestão de 2000, o Garibaldi apoiou esse arranjo formado por Wilma e Carlos. Essa discussão é uma tática que favorece a ele. O debate não pode ser entre wilmistas e garibaldistas, mas soluções administrativas para Natal”, afirmou.
Instado a opinar sobre qual gestão – Wilma ou Garibaldi – foi a melhor para a cidade do Natal, o petista disse que cada um trouxe a sua contribuição e que a cidade deve avançar. “Cada um deles teve as suas contribuições, mas acho que a cidade precisa avançar. Os métodos administrativos são de décadas atrás e precisam ser renovados, buscando a inovação, o planejamento da cidade, e fazer bem feito as coisas”, declarou.
Segundo Mineiro, Carlos Eduardo também deu sua contribuição para a cidade, mas o modelo administrativo de todos eles é ultrapassado. “Acho que o modelo esgotou, o modelo administrativo está ultrapassado. É preciso buscar um modelo que eleja a questão do planejamento, a inovação administrativa. Se esse bate-boca prevalecer na eleição depois nós teremos uma série de ações marcadas pelo imediatismo que não resolvem os problemas da cidade e passada a eleição as pessoas ficam com a sensação de que poderia ter sido diferente”, afirmou.
Na visão do petista, a saúde pública, por exemplo, é um problema que vem se arrastando há várias administrações. E o que já era ruim na gestão de Carlos Eduardo, piorou na de Micarla de Sousa (PV). “Do meu ponto de vista se agravou na atual, mas é um problema que vem de antes. É preciso pensar ações muito concretas para a reorganização da atenção básica”, resumiu.
Na questão da mobilidade urbana, o petista diz que, eleito, procurará dar um tratamento especial. “A ciclovia estará incorporada no nosso conceito de cidade acessível. Mas é preciso pensar na articulação dos modais. Teremos uma política para o transporte coletivo, os BRTS e fazer debate mais articulado e resolutivo sobre o VLT. Vamos implantar o Plano Cicloviário, que nunca saiu do papel”, garantiu.
Segundo Fernando Mineiro, “Natal está cansada dessas bipolarizações artificiais, que acabam criando armadilhas”. Ele disse que “toda eleição criam bipolarização, não debatem a cidade, e, passada eleição, as pessoas ficam com a sensação de que poderia ser diferente”. “Este pleito não vai ser bipolarizado, porque você tem várias alternativas. As pesquisas mostram a situação hoje de que grande parte da população ainda vai se posicionar. A eleição não está decidida. É um caminho em aberto”, finalizou. (AV)

Nenhum comentário:
Postar um comentário